29 de novembro de 2010

Maratona


Essa semana eu fiquei bastante revoltada, confesso!
Tipo, não fiquei chateada, mas fiquei muito, mas muito mesmo, irritada. Irritadíssima. Brava. De saco cheio. Querendo vomitar.
Queria, e ainda quero, desistir. Parar com essa corrida maluca.
Comecei a ver esse estado de solteira como uma grande maratona e suas fases.

Em uma maratona sempre larga um monte de gente.
Há um caminho cercado com grades, e espectadores do lado de fora.
Foi dada a largada.

Você começa no seu ritmo, curtindo. Às vezes um pouco mais rápido que os demais, ou nem muito lento e nem muito rápido. Pode aparecer algumas companheiras no começo, mas em breve cada uma tomará seu ritmo de corrida.
Agora estou correndo sozinha.

Ao meu redor existem o seguranças em suas motos. Se algo acontecer, eles poderão me ajudar.
Estou correndo já algum tempo. Ainda consigo ver as pessoas atrás das grades, e corredores na minha frente, se afastando. Prefiro não olhar pra trás.

O caminho ainda está plano, e fica fácil a corrida.
Sempre tem aquela água pra hidratar e dar alguns momentos de alívio.
Você corre, olhando pra frente, em alguns momentos pra baixo, prestando atenção no ritmo do corpo e da corrida. Começa a pensar que esta se afastando rápido da largada, e esta empolgada para alcançar o final. Pode ser que seja um pouco chato e monótono o começo, mas após uma curva vem a descida.

Na descida é a fase mais deliciosa. Sente o vento passando mais rápido, aumenta o ritmo e se sente super condicionada. Acha que é a melhor fase. Corre, toma água e ultrapassa algumas pessoas. Se sente animada com a disposição, com a liberdade de correr sozinha, os seguranças ainda estão presentes, mas talvez você nem se lembre deles, porque sua condição física esta ótima.

Depois de algumas curvas, mistura de retas e descidas. O desgaste começa a aparecer, mas o fôlego e a força de vontade ainda estão ok!
Passaram-se alguns minutos, horas, dias ou até anos nessa variação.
Na próxima volta vem uma parte difícil. A subida íngreme.
Sua corrida desacelera.

Olhando ao seu redor nota-se algumas coisas.
Você está correndo sozinha. Já não se vê mais corredores à frente, talvez alguns já terminaram a corrida e você ficou pra trás. Outros desistiram, e tem outros que ainda estão passando pelas fases anteriores.
Seus pensamentos querem te fazer desistir, e se aliam as suas energias quase esgotadas.
O ritmo diminui mais um pouco.

Começa a perceber que a vida das pessoas do outro lado das grades continua. Ainda torcem por você durante a corrida, dão seu apoio.
Essas pessoas estão se casando, festejando o término da corrida. Algumas estão conhecendo os outros corredores. Outras estão comemorando o crescimento da família. Se alegra com elas.
Olha pra frente e vê que sua corrida ainda não mostra a cara do fim. Seu ritmo diminui cada vez mais.

Sua vontade é de desistir. E você tem essa escolha. Ninguém vai te impedir, nem mesmo aqueles que te guardam durante a corrida. Talvez até te animem a continuar, mas não te impedirão se quiser desistir.
A vontade de perder toda uma corrida e viver uma vida paralela é bem tentadora. Você pode escolher desistir e os seguranças irão se afastar mostrando a saída.
Você começa a diminuir o passo da corrida quase a uma caminhada, avaliando as possibilidades. E essa é a fase onde a maioria desiste. A água que te dão já não é mais suficiente pra matar a sede. Já não há mais força, já não há mais energia.
Que se dane a corrida. Não vai valer a pena permanecer nela. Já nem sei por quanto tempo mais ela irá durar.

Os meus passos estão cada vez mais lentos. Há dois caminhos para percorrer. Nada me impede de escolher qualquer um deles e segui-los.
Só é preciso fazer uma escolha. Seguir em frente, ou desistir.

Você ouve uma voz dizendo que a subida faz parte do fim, mas por quanto tempo a corrida vai durar? Quanto tempo falta pro fim? Meus olhos não conseguem ver a faixa de chegada.
Todo meu preparo físico já não vale mais nada. Cansaço é a palavra que não para de passar pela sua mente. Todo preparo mental está indo por água abaixo...

Continuo correndo, por enquanto. Pensando se vale a pena desistir...


22 de novembro de 2010

Quem te comanda!?


Tava indo dormir, e decidi escrever.
Depois de conversar com uma pessoa super querida no MSN, ouvir suas lutas, seus esforços, suas tentações, avaliei a mim mesma.
Onde busco refúgio, preenchimento, satisfação?

Quando me sentia sozinha costumava fazer compras. Comprava, comprava, pros outros, pra mim, comprava, até acabar o limite do cartão.
Tem gente que quando se sente sozinha se produz e se vende. Se vende, se vende, se leiloa, se aluga, pros outros, pra desconhecidos, até acabar no quarto escuro, com o travesseiro encharcado.
Ainda existem aquelas que escolhem ficar felizes com quantidades de álcool no sangue, se embriagam, dançam, riem, se divertem e sem dúvida nenhuma se divertem. Diversão passageira, preferem se transferir para outros planos, outras realidades, viver a vida de outras pessoas e esquecer daquele momento que a solidão bateu na porta e pareceu que nunca mais ia embora.
No dia seguinte, com as compras, com a cama vazia e o rímel borrado, com a dor de cabeça e a ressaca descobrem que nenhum esforço valeu a pena, a solidão ainda esta na porta.
Aquela outra pessoa que estava dentro de você te deixou um bagaço e prometeu voltar pra repetir a dose.

Eu fui curada! Não compro mais desenfreadamente.
E você, qual se ponto de equilíbrio momentâneo? Vale a pena permanecer nele?
Todos os dias vestir a personalidade de uma pessoa que não é você! Todos os dias ter que pensar no que fazer pra preencher a falta, temporariamente, e se deixar esfarelar nas mãos das serpentes que dançam para te comandar!!!?

Não vista seu melhor sorriso e encare o mundo, saiba pedir ajuda!!!

“Life's real, When Angels & Serpents Dance.
Who's leading? Leading you?
Everything you say, everything that you do!
Believe in what is true.
One must lead in the dance, Who's leading you!” (P.O.D)

17 de novembro de 2010

Pensamentos Noturnos

Na semana passada, nas vésperas do fim de semana prolongado eu estava pensando: “Poxa, vou ficar sábado e domingo em casa, e só na segunda tem um churrasco pra ir”.
Aí na sexta, umas 4 da tarde uma amiga me liga perguntando se eu tava com a mala pronta, porque iríamos viajar no mesmo dia. Como assim minha filha!!!?
Fiquei meio desnorteada, pensando se iria mesmo, se cancelaria o churrasco e pensei em algumas coisas: “Bom, se eu viajar hoje vou aproveitar 3 dias junto com as meninas da banda de mulheres da igreja que freqüento, e se eu for no churrasco na segunda não vou ter nada pra fazer no fim de semana, além de ter que ir pro churrasco com casais”. Apesar de ter a oportunidade de conhecer pessoas novas no churrasco, decidi viajar com minha amiga.
Foi a melhor decisão que tomei! De longe, a melhor decisão.

Fiz uma correria louca pra em 3horas conseguir chegar em casa, arrumar a mala e chegar no local onde me pegariam.
Hoje ouvi um breve sermão, mas confesso que não estou arrependida de não ter ido ao churrasco. Teria me arrependido se não tivesse ido viajar.
Pude aprofundar amizade com pessoas muito especiais. Dei muuuuita risada. Me diverti demais, dançamos, cantamos, fizemos palhaçadas e de oito meninas que estavam lá, apenas uma era casada e só lembrava disso porque o marido dela estava filmando tudo, o que me preocupa bastante rsrs.

Bom, todos os dias à noite eu deitava na cama, e quando não dormia quase que instantaneamente de cansaço, ficava pensando nas atividades do dia, nas fotos tiradas, nas piadas, nas palhaçadas e pude me fazer uma pergunta: “Como eu posso considerar que a noite é o pior momento pra uma solteira?”
Ouvi isso uma vez, que a noite era o pior horário porque você deita e fica pensando em tudo o que esta faltando na sua vida....

Se a gente souber aproveitar a fase que temos não teríamos a noite como o pior momento.
Em nenhum dos dias consegui me lamentar, ou consegui sentir falta de algo que ainda não tenho. Fui muito grata por aquilo que Deus estava me dando naquele momento. Grata pela oportunidade que Ele me deu de me abrir, de criar vínculos e ter apoio com quem passa pelas mesmas coisas que eu!

Se fazemos as escolhas certas para o nosso dia, como poderemos nos lamentar ainda no final da noite!?
Não só nesse final de semana que passou, mas quero completar cada dia desta fase me satisfazendo com aquilo que Deus tem me proporcionado. Fazendo um curso, indo no cinema, ouvindo uma música, vendo uma exposição, gastando comigo... é tão bom!

Quando eu procuro completar meu dia com coisas importantes e que me satisfaçam, prestando atenção nos detalhes que esse Deus maravilhoso me proporciona, eu não tenho como ter pensamentos ruins antes de dormir!
Antes que eles cheguem eu invado minha mente com todas as coisas boas que posso viver no momento. Assim meus pensamentos noturnos me farão esperar cada vez mais pela próxima aventura, pela próxima viagem, pela próxima descoberta, pela próxima risada, e não pelos dias que ainda ficarei solteira “sozinha”, me lamentando. Esses pensamentos eu não quero mais.
Por hoje eu dou esse passo! Um de cada vez, sem me precipitar, quando eu menos esperar, a fase já terá mudado e eu não me arrependerei do tempo que perdi me lamentando!

11 de novembro de 2010

Beleza Exterior

A vaidade teve várias fases na minha vida.
No final do ensino fundamental e começo do 1º ano do médio eu costumava fazer as unhas todos os dias. Isso mesmo t-o-d-o-s os dias. E no 1º ano eu fazia um penteado diferente pra ir estudar. Um dia preso, outro com trança, outro com dread de gel, outro com baby liss...e variações possíveis.
Talvez nessa idade seja normal. Com 12/13/14 e 15 anos acordamos um dia, nos olhamos no espelho e descobrimos: “Wooooow, eu sou mulher!! Tenho muitos artifícios ao meu favor!” E tentamos valorizá-los.

Quando mudei de escola eu estudava em período integral, e não gostava de uniforme. Mas a vaidade já não tava tão forte. Então descobri o skate, e só andava com o cabelo preso, com as calcinhas aparecendo rs, e todo o estilo já conhecido, mas na época um pouco pior, acho que muito pior é mais apropriado, não tinha muitas opções bonitas, e pra quem vivia caindo na rua não dava pra sair de roupa nova também. Apesar de tudo eu achava que tava legal, e já tinha um namorado na época que não dizia nada contra.

Aí eu conheci duas pessoas. Elas eram beeeem vaidosas. Maquiagem, unha, salto e etc. E fui me adaptando aos poucos a tudo isso.

Cada uma tem seu tipo de vaidade. Às vezes você combina sapato com bolsa, ou só faz escova no cabelo, mas cada uma tem seu limite.
Hoje eu faço a unha todo final de semana, escova sempre, e todos os dias de manhã passo um corretivo bem fail, blush que quase não aparece, rímel e não saio sem brinco e anel. Me sinto linda!
Comecei a fazer a unha todo final de semana, depois que pegaram na minha mão e minha unha estava terrível. Poxa vida meu filho, não tinha dia melhor?
E depois que ouvi, que uma menina conheceu o futuro marido na fila do banheiro, eu pensei que poderia encontrar o meu em qualquer lugar também, então por mais desleixada que eu ainda seja, eu tento sempre estar um pouco melhor. Nos finais de semana tento ser mais menina, dispensando um pouco tênis, mas ainda usando sapatos baixos.

Bom, se beleza exterior não fosse algo importante, a rainha Ester não teria ficado um ano inteiro no “SPA Real” se preparando. Vou dar um resumo pra quem não conhece a história:
Depois que a rainha Vasti ignorou um pedido de se apresentar ao Rei, ela foi posta pra fora do seu posto, e foi aberto um concurso de beleza para uma nova rainha.
Ester já era bonita e foi apresentada na triagem para o concurso. Foi aprovada e logo entregaram para ela 7 concubinas e mais alguns enfeites.
As mulheres que foram pré-selecionadas ficaram 12 meses, isso mesmo 1 anooo, se perfumando, se enfeitando e tudo mais, para depois serem apresentadas para o Rei.

Se ficar bonita fosse fácil, ela não teria 7 pessoas para ajudá-la, e logo me imagino no salão com cabeleireiro, manicure, designer de sobrancelha, massagista e o ofurô me esperando todos os dias, com o único objetivo de me apresentar para alguém. Desperto do sonho e olho pra mim mesma e vejo que nem na triagem eu teria passado!
Mas vamos lá, não estamos naquele tempo. Não sei que tipo de beleza era aprovado.
Mas hoje os padrões que são cobrados são covardes. Saio do metrô e vejo um banner de uma menina com a bunda pequena, e sem nenhuma gordura saindo da cintura. Olho na TV e vejo cabelos brilhantes, sedosos e super resistentes. Folheio a revista e só vejo barrigas secas, braço forte, e pernas sem celulites. Que que isso gente!? Onde me escondo?

Cada uma é diferente. Sua beleza é diferente da outra. Seu cabelo é diferente, sua pele, seu peso, seu rosto.
Todos os dias olho pra mim mesma e tento ver o que posso valorizar, o que posso amenizar, mas sem perder a minha identidade, sem ignorar aquilo que não consigo mudar, seja por saúde, por genética, por qualquer coisa. Eu não sou uma super mulher da mídia, eu sou uma super mulher normal!!!!
Se eu não gosto de sombra, eu só uso rímel. Se eu não gosto de salto, eu uso melissa. Se eu estou barriguda, paro de comer no McDonalds 2 vezes na semana, rsrs.
Valorize-se.
Há uma diferença entre se cuidar e ser neurótica.
Podemos fazer a unha, arrumar o cabelo, nos maquiar, mas respeitando nossos limites, e não os impostos pela mídia. Aposto que os homens não gostariam de mulheres padrões. É por isso que para cada um tem a metade da laranja perfeita. Tem aqueles que gostam das gordinhas, das malhadas, das mais ou menos. Aqueles que gostam das peruas, da patis, e das diferentes. Eles gostam de mulheres que se cuidam sim, mas que se sintam bem consigo mesma.

Eu me esforço em fazer meu melhor, mas me sentindo bem.
Talvez possa fazer um pouco mais, me exercitar, não comer tanta besteira, e arriscar algumas coisas no vestuário.
Mas o mais importante é ser feliz. Não adianta estar “perfeita” por fora e triste por dentro, sabe porque: o coração alegre embeleza o rosto.
E se o coração estiver alegre, não vai precisar nem de muito esforço.
Os cuidados aliado a alegria, é o mais importante.

9 de novembro de 2010

Comemorando!!!

Hoje este blog completa 1 semana. Yuuuuhuuuuu!
Estou comemorando um pouco cedo? Eu acho que não.

Fiquei bastante feliz e surpresa com o feed back que tenho recebido. Todo dia alguém vem me dizer que tem acompanhado o blog, mesmo com 4 post, e fazem vários comentários. Pessoas diferentes, idades diferentes, sexos diferentes, países diferentes, opções religiosas e status diferentes.... fico muito feliz. Obrigada a todos pela visita!
Vejo que tem atingido parte do objetivo que tenho com ele.

Minha intenção com tudo isso é continuar não espiritualizando as coisas, e sendo o mais transparente possível nos sentimentos que competem a esta área tão complicada para algumas pessoas. Como já puderam perceber estou sendo bem transparente mesmo, rsrs, vou conter minha timidez, porque senão paro por aqui!

Escrever sempre foi, e mais agora, um processo de libertação pra mim. Muitas vezes escrevo ao invés de ajoelhar no pé da cama e juntar as mãos em uma oração. Escrevo pra decorar a matéria, escrevo pra me organizar, escrevo pra tudo.
E toda vez que vou escrever mais um post, fico pensando em todo o processo pelo qual passei pra chegar onde estou, e mesmo assim tão longe de onde quero chegar.

Depois de conversar com uma pessoa que leu esta página, e contando muitas coisas pela qual passei, ela ficou bastante surpresa. E quando estava voltando pra casa Deus me deu uma direção.
Então pra que todos os posts tenham maior sentido pra quem lê, vou começar uma seqüência contando minhas experiências, pra ninguém achar que um dia eu acordei assim, tão esclarecida em algumas questões.
Vou fazer de conta que só as meninas (tirando minha mãe) irão ler as próximas publicações rsrs.

Ah, não sei se você se sentirá a vontade, mas vou fazer um convite.
Se tiver alguma experiência pela qual passou, e que tenha tirado algum aprendizado dela, e se sentir confortável em expor, manda para meu e-mail: glaualvess@gmail.com.
Aí eu queria ser edificada por essas experiências também, e se você permitir publicarei nos post que tenham o mesmo sentido. Posso publicar como anônimo se você não se sentir a vontade!
Assim faremos este blog em conjunto, um espaço para compartilharmos umas com as outras nossos sentimentos e assim aprender mais e evitar maiores complicações. O que acham?

Obrigada gente, estou muito feliz!
Bjos

7 de novembro de 2010

Voltando sozinha...

Acabei de chegar do ensaio da banda que faço parte, e tem um sentimento que sempre me invade nos dias que eu volto pra casa, principalmente à noite.

Ainda não tenho carta de motorista, e algumas coisas eu sou limitada a fazer. Não posso sair se não tiver carona de volta, e não conheço nenhuma amiga solteira que mora perto de casa. Se eu saio com alguma amiga, preciso ver se posso dormir na casa dela, e isso nem sempre é legal, porque não gosto de atrapalhar. Se eu conheço há mais tempo tudo bem, mas já cheguei a dormir na casa de quem tinha acabado de conhecer ou que não tinha muita intimidade...
Sendo assim quando tem alguma festa, reunião com a galera, alguma banda que vai tocar em algum lugar, muitas vezes não posso ir. E isso é ruim, porque me impede de conhecer novas pessoas, de me divertir e evitar o tipo de sentimento que tive hoje, que já conheço tão bem.

Sempre que saio do ensaio da banda, ou da igreja, acabo indo embora sozinha. Ou até uma parte do caminho com um amigo. Mas muitas vezes peguei ônibus bem tarde da noite sozinha. Não gosto dessa sensação, de ter que voltar sem ninguém. De simplesmente ter o sábado por encerrado, sem festa, sem sair pra comer, ou fazer qualquer coisa. Sempre fui baladeira, chegava sexta eu já tava saindo, e só parava no domingo...

Agora chego em casa e tudo o que posso fazer é assistir alguma coisa inútil na tv, ou ver meus e-mails pela 20ª vez, ver minha mãe e meu pai fazendo alguma coisa que não é interessante pra mim e perguntar pela minha irmã que saiu com o namorado... Como sou uma pessoa que não gosta de dormir cedo, funciono muito melhor a noite, tenho bastante tempo pra ficar pensando em tudo isso.

Não quero dizer que preciso namorar uma pessoa que tenha carro, não, não é isso. É óbvio que gostaria que ele pudesse me deixar em casa, mas só de saber que quando chegar em casa vai ter alguém pra me ligar e perguntar se eu cheguei bem, ou eu avisar por msg, toque no celular ou qualquer coisa parecida, dizer que ta tudo bem e encerrar com um boa noite e um sorrisinho besta no rosto, já faria bastante diferença, até se eu tivesse só voltado pra casa sem fazer mais nada....

Talvez, para todo esse sentimento não tenha uma solução tão “prática” quanto as que eu já postei aqui no blog. Uma coisa que sempre faço, quando decido dormir, é perguntar pra Deus até quando tudo isso vai durar, sempre faço isso. Converso bastante com Ele, falo que não estou satisfeita, afinal de contas ele não é um velhinho de barba que vai jogar um raio na minha cabeça se eu reclamar. Ele é mais um amigo, e um amigo real que não tem TPM e que terá paciência para minhas lamúrias. É como pegar o celular e ligar pra alguma amiga e falar coisas que me incomodam. Falo, falo, falo, até mesmo no meio do caminho pra casa, e tento encarar tudo isso de uma forma positiva, sem dar muita importância. Muitas vezes, na maioria delas eu não consigo, mas eu continuo tentando. Tenho certeza que Ele esta anotando tudo, recolhendo cada lágrima, cada peso do meu coração dentro de uma caixinha, pegando cada palavra de tristeza dita e colocando dentro dela, pegando parte do meu peso, pensamento e sentimentos para que eu consiga dormir mais leve e tranqüila. Ele divide o peso comigo!

Tomara que tudo isso seja por pouco tempo, ou que um dia eu consiga não dar a tanto valor a essa parte do dia.

4 de novembro de 2010

Domínio Próprio

     Fazer faculdade não é só se formar em uma profissão. Na realidade é um espaço onde o universo conspira para treinar ao máximo seu domínio próprio.
Poderia falar de várias situações, mas aqui, neste blog, só cabe uma!

     Qual pessoa em sã consciência não gosta de ser elogiada, admirada, ser acompanhada com os olhos?! Eu gosto de alguns tipos de admiração, aquela que me faz sentir bem, não a que me transforma em um pedaço de frango no forno com cães famintos pensando coisas que prefiro nem imaginar!
Confesso que tenho uma certa dificuldade com isso. Não só na faculdade, mas em qualquer ambiente onde as pessoas não fazem parte do meu ciclo de amizade ou que não compartilham dos mesmos princípios.
O limite entre cortar uma brincadeira e não ser desagradável é bem sutil. As linhas entre a simpatia e as da abertura para prolongamento de uma conversa são quase invisíveis para alguns...

     No primeiro curso que entrei, Artes Plásticas, eu não fui tão bem sucedida. Quis ser mais simpática e perdi a placa informando a saída para cortar as brincadeiras. Afinal de contas tava tão bom, meu ego tava querendo aquilo. Tava gostando de me sentir desejada, me levantava me fazia sentir super bem. Cheguei ao ponto de quase ser beijada e sabe-se lá o que mais depois, e não sei de onde veio força pra resistir...
Ela veio de dentro! Aquela conhecida voz que foi abafada durante um tempo gritou.... Os mesmos sentimentos me alertando que aquilo não era pra mim. Tanto tempo esperando pra nada, pra acabar triste no dia seguinte, me sentindo pior do que antes... Acabei dando um basta, parando a situação ali mesmo, no ponto de onibus.
Fui reprovada parcialmente. Se é que dá pra ser parcial....

     Dois anos e meio depois, 2010, entrei em outra faculdade e o teste de domínio próprio foi aplicado novamente. Enquanto eu não passasse e fosse aprovada, ele continuaria sendo aplicado.
Nesse eu não quis ser simpática, mas mantive a educação!

     O primeiro que veio com papinho eu dei logo no meio, sem chance pra réplica....rs
No segundo caso ele não foi tão direto, e talvez tenha sido o mais difícil de lidar. Foram olhares, cumprimentos, olhares. Mas não quis ser reprovada dessa vez.
Me posicionei!
Que MORRA o ego. Que as vontades gritem e que o ego seque de inanição. Ele não será mais alimentado.

Parei de olhar, parei de manipular situações, parei de agir sob os comandos de quem deve ser comandado!
Agora os limites foram estabelecidos de forma bem nítida. Meu objetivo é estudar...
E tudo dependeu do meu posicionamento, aí os olhares cessaram.
Sinto que nesse teste, eu passei!